História Da Maçonaria - As Origens Esotéricas, Documentais E Institucionais
D. Apellaniz
Sozialwissenschaften, Recht, Wirtschaft / Sozialwissenschaften allgemein
Beschreibung
"DE ONDE VINDES?" A pergunta que o homem tem feito a si próprio desde tempos imemoriais. O momento preciso em que o homem, pela primeira vez, assim questionou a si mesmo está perdido nas areias do tempo. É melhor que assim seja. Em primeiro lugar, para que nenhum homem reivindique qualquer primazia sobre a inerente liberdade do ser humano de relacionar-se com sua própria consciência, que a ele é conferida unicamente pelo Ser Supremo. Em segundo lugar, porque mais importante do que estabelecer quem teria sido o primeiro homem a se questionar e a se tornar autoconsciente, é saber que o Ser Supremo conferiu a cada homem a liberdade de prescrutar sua própria consciência, e dela tornar-se soberano. Somente a ele, o homem, cabe escolher: se trilhará o caminho desta busca, tornando-se assim verdadeiramente livre e senhor de sua consciência; ou se dessa trilha se afastará, negligenciando a liberdade que possui e, então, transformando-se em escravo de suas próprias paixões. Mas somado a um sentido esotérico, cujo estudo será reservado para outro momento, há também um aspecto histórico intrínseco à questão. A resposta para a pergunta "DE ONDE VINDES?" é familiar ao livre pensador Iniciado. Ele sabe de onde vem, pois lá foi Iniciado. Mas ele conhece a história da origem deste esplêndido local e a origem dos ritos Iniciáticos que pratica? Há, no geral, certos obstáculos ao estudo da origem histórica da Maçonaria. Assim, no capítulo I trataremos da origem histórico-esotérica, que relaciona a origem da Maçonaria aos elementos esotéricos presente nas Escolas de Mistérios da Antiguidade. Embora muitos defendam que o legado as Escolas de Mistérios tenha sido garantido, de alguma forma, de maneira direta até a Maçonaria, outros alegam que este legado é, na verdade, indireto. Neste segundo sentido, a origem da Maçonaria atribuída no sentido esotérico não seria derivada de uma linha contínua direta que possa ser rastreável da antiguidade até a atualidade, mas sim derivada de um legado compartilhado de origem e de conhecimento esotérico Iniciático destinado à transcendência alegórica da matéria, que hoje é praticada pela Maçonaria tal qual faziam os antigos, ao seu modo, em tempos imemoriais. O compartilhamento destas práticas derivaria, segundo este entendimento, de uma necessidade inata que acompanha o homem desde a antiguidade até os dias de hoje. Essa necessidade é conhecer onde está, de onde veio e para onde vai e, enfim, de conhecer a si mesmo e à fagulha divina que em si habita, transmutando sua natureza inferior e material em uma natureza superior e divina. Mas para compreender essa relação da origem esotérica da Maçonaria parece, então, aconselhável que o ponto de partida seja o estudo das próprias Escolas de Mistérios da antiguidade, que, de fato, tinham o mesmo objetivo: o autoconhecimento a partir da centelha divina latente em cada ser. Assim, poderemos constatar que a Maçonaria, em sentido esotérico, compartilha de muitas práticas que os antigos empregavam nessas Escolas de Mistérios. No capítulo II é introduzida a origem histórico-documental da Maçonaria. Diz-se histórico-documental, porque relaciona a origem da Maçonaria aos vestígios (escritos ou monumentos) legados pelos construtores da Antiguidade e Idade Média: os hebreus, celtas, egípcios, Collegia romanos e Guildas de Construtores, entre outros. Os documentos (escritos ou monumentos) referidos representam os primeiros registros da Maçonaria Operativa, que se encontrava organizada ao menos desde do final da antiguidade, e que se desenvolveu durante a própria Idade Média. Desde tempos imemoriais, o homem-construtor tem buscado se reunir a seus semelhantes, tendo como um dos objetivos empreender construções físicas que os ajudassem a compreender o mundo a sua volta, a elevar o espírito à divindade, e também, entre outros, para defesa ou abrigo.
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maçonaria, origem, história