Como Os Deuses Chegaram Até Nós: Por Outras Historiografias, Sociologias, Filosofias E Antropologias
Marcelo Barboza Duarte
Sozialwissenschaften, Recht, Wirtschaft / Soziologie
Beschreibung
Resumo: O trabalho em tela é um esforço de expor e contextualizar, as possíveis expressões das primeiras formas, modos e tipos de manifestações místicas, ritualísticas, mágicas, sacrificiais, de crenças e míticas nos processos sociais, culturais, econômicos, políticos e históricos das sociedades. Verificando assim, os primeiros fundamentos, processos e construções biopsicossociais, bem como suas produções e reproduções místicas e de crenças. Isso sendo verificado através e por meio dos povos considerados primitivos, antigos e arcaicos. Dessa forma, iremos realizar uma tentativa de reconstrução cronológica da formação e manifestação das primeiras práticas místicas, mágicas, ritualísticas e sacrificiais ao longo da história, e que vão culminar na formação das 'religiões.' Uma vez que, é justamente através e por meio das relações entre os povos, sociedades, culturas, civilizações e seus antropofagismos culturais, místicos, míticos, ritualísticos e de crenças, que se produzem outras manifestações e possíveis 'religiões.' Com isso, são nas relações e interações sociais entre as mesmas, integrando certos elementos, conteúdos, crenças etc., umas das outras, que as manifestações tidas como religiosas foram surgindo e se disseminando por inúmeros lugares. Logo, tais processos e manifestações não permaneceram estáticos, mas foram mudando e se transformando ao longo da história até a atualidade. E assim, a Magia, os Rituais, Mitos, sacrifícios e relações com a morte também foram se transformando e sendo ressignificados. Produzindo nos processos, diferenciações e transformações, certas dissonâncias, mas também mantendo certas consonâncias ou semelhanças. Entretanto, após a criação das religiões e suas relações com o Estado, sobretudo com o sistema capitalista, tais dissonâncias são bem mais evidentes. Também podemos dizer que o trabalho em tela, talvez seja uma exposição sumária dos desdobramentos dos processos 'evolutivos,' de desenvolvimentos, progressos e multiprodutos das inúmeras manifestações místicas, religiosas, culturais e de seus 'deuses.' 'Evolutivos, progressos e desenvolvimentos aqui, diz apenas nos sentidos e aspectos das criações, produções, reelaborações e organizações criativas dos povos, sociedades e ou civilizações, suas culturas, misticismos e crenças. Sobretudo de suas divindades, magias, rituais e deuses. Porém, não havendo superiores ou inferiores entre nenhuma. Cabe então dizer que termos e concepções como pagão, paganismo, herege, herético, seitas e outros termos que classificam, categorizam, adjetivam, qualificam e enquadram práticas e manifestações místicas, mágicas, ritualísticas e religiosas entre si são desproporcionais, contraditórios, problemáticos e absurdos, uma vez que não há uma prática e manifestação mística, mágica, ritualística e religiosa verdadeira ou falsa, melhor ou pior, inferior ou superior, correta ou errada, e assim por diante. Já que todas elas sem exceção, são produções livres e de liberdades subjetivas, criativas e experienciais humanas, isso em expressarem crenças e escolhas pessoais no que acreditar. Vale informar que termos como pagão e seita surgem na idade média e com as conotações pejorativas que conhecemos, assim como o termo grego Herege – Heresia – Herético =hairetikós ou hairesis, que significavam no grego antigo escolha, opção etc.
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rituais, histórias, antigos, primitivos, capitalismo, filosofia, magias, crenças, sacrifícios, culturas, morte, misticismos, historiografia, sociedades, contemporaneidade., povos, sociologia, modernidade, religiões